Vinde então, e argüi-me, diz o Senhor: ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim, se tornarão como a branca lã.

(Isaías 1:18)

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Amar se dando





COLOSSENSES 3.1-17

Acima de tudo isto, porém, esteja o amor, que é o vínculo da perfeição.
(Cl 3.14.)

Era um dia chuvoso de inverno. O frio obrigava muitos a permanecerem
em casa, no leito. Um pequeno jornaleiro, vencido pelo frio e pelo sono,
deitou-se na soleira de uma porta e dormiu. Um idoso senhor, ao passar por
ali, compadeceu-se do menino e resolveu fazer algo por ele. Tirou o pesado
casaco e o cobriu, deixou um bilhete ao seu lado, pegou os jornais, e saiu
para vendê-los no quarteirão.

Existem muitos pequenos jornaleiros deitados à soleira das portas. Pais
de família precisando de um apoio, de um trabalho para o sustento do dia.
Jovens dormindo o sono do abandono, da rejeição, entregando-se às drogas,
aos vícios, à morte lenta do pecado.

É preciso que nós, cristãos de fato, estejamos dispostos a amar dando a
vida, o tempo, o sorriso, uma palavra amiga, a oração, e, até mesmo, como
nos ensina Tiago, a nossa roupa e nossos recursos materiais (Tg 2.14,15).
Você está pronto a entrar nessa dimensão de vida? Nesse projeto de
amor? A ser um discípulo do Deus de amor?

Quanta carência existe ao redor,
Quanta tristeza nos olhos estampada.
Quanta necessidade em vidas desamparadas.
Quanto trabalho a fazer:

É só levantar nossa fronte para ver.
Levanta, Senhor, teus obreiros!
Obreiros de amor e de ação
Dispostos a compartilhar, a se dar.
Eu quero ir. Eis me aqui: Usa o meu coração.

Pai, abre meus olhos para ver e sentir a necessidade de meu
irmão, do próximo que está caído à beira da estrada e que,
talvez, eu já tenha passado por ele sem fazer nada. Senhor,
ajuda-me a ter um coração de amor. Amém

Água da rocha


ÊXODO 17.1-7


Pois dessedentou a alma sequiosa e fartou de bens a
 alma faminta. (Sl 107.9.)

Você já experimentou, por certo,
Caminhar pelo deserto,
E, cansado, sede sentir?
De onde a água poderia vir?
No deserto há sequidão,
Calor terrível e solidão.

Não há nenhum conforto,
E, muitas vezes, de sede “quase morto”
Você vê miragens: Lindas paisagens
Que não existem, mas que insistem
Em nossos olhos permanecer.
A solução é levantar os olhos: clamar, então.
Deixar derreter o coração
Pela força da verdade.
Na presença do Senhor,
Onde há realmente vida, água e frescor.

Acampada em Re? dim, a multidão que marchava para
 conquistar a terra
prometida se deparou com um problema: não havia água ali.
 No Egito, o Senhor operara maravilhas diante de seus olhos.
Viram as pragas que caíram sobre o endurecido Faraó e o seu povo.
 Passaram pelo Mar Vermelho a pés enxutos e viram a destruição do
 exército egípcio sob a grande massa de água que retornava ao seu leito.
Caminhavam sob a coluna de nuvem que os guiava
e lhes trazia sombra de dia, e à noite se tornava em coluna de fogo para
os alumiar e aquecer. O maná lhes era providenciado diariamente. Apesar
de todo esse rol de milagres, eles contenderam com Deus. Reclamaram de
seu comando. E, mesmo assim, o Senhor lhes providenciou o impossível.
Moisés feriu a rocha, e dela brotaram muitas águas, e o povo bebeu.

A “rocha” do deserto já foi ferida para matar a sede da alma. A rocha é
Jesus. E, ali na cruz, ele nos oferece vida abundante: “água viva”.
Todo o que dela tomar, nunca mais terá sede.Você já tomou dessa
 “água viva”?
Pai, no deserto temos a rocha eterna de onde brotam águas
vivas. Muito obrigado pelas águas do teu Espírito, que nos
refrescam e nos saciam. Amém.

Fonte: Devocionais.com

Novo dia

SALMO 95.1-11

Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais o coração... (Sl 95.7b,8a.)

Deus nos reservou um tesouro contado,
Separado, contabilizado, fechado,
Que, como ouro formoso, precioso,
Nos foi entregue ao nascermos.
Ao crescermos, dali vamos tirando
E nos deliciando com cada jóia preparada.
Esse tesouro é a “vida” que nos foi con? ada.
A vida que é o “tempo” aqui desfrutado,
Cada ano, cada mês, cada dia nos foram ofertados,
Cada minuto, cada segundo são tão valiosos!
Cada momento se eterniza e marca o viver
Nas escolhas, nas atitudes, nas façanhas e no prazer.
Quando erramos e falhamos,
Para o Senhor nós corremos e então nos arrependemos.

Dele o perdão recebemos
E de nossos pecados, ele não se lembra mais.

Mas após o perdão, ele nos dá um novo coração
E então, surge um “novo dia”.
Um dia de sol, com canto de rouxinol,
Pode ser de chuva, tempestade, geada ou neve
Dia esse, em que ninguém se atreve
A sair de casa, ? ca-se quietinho,
Aquecidinho nos braços do Pai;
Ouvindo a sua voz doce e carinhosa:
“Amanhã é novo dia: no jardim haverá rosas.
Con?e em mim, até o último dia, sim?”

Pai, este é o dia que me deste para viver. Não quero desperdiçá-
lo. Não quero estar olhando apenas para mim e as minhas
necessidades, mas ajuda-me a olhar para ti e a adorar-te; a
olhar para o próximo, que está caído e ajudá-lo a levantar-se.
Quero remir o tempo que me deste. Amém.
O Que Devo Fazer?
“O que devo fazer? Não agüento mais!” Há algum tempo, a representante da fundação suíça Pro Juventude disse em um programa de rádio que essa questão é uma das que mais preocupa os jovens.
A pergunta “O que devo fazer?” é tão antiga quanto o próprio pensamento. O famoso filósofo Immanuel Kant já apresentava questionamentos semelhantes por volta de 1770: “O que posso saber? O que devo fazer? O que posso esperar? O que é o homem?”.
O homem pode procurar em muitos lugares, mas não terminará sua busca enquanto não recorrer à Bíblia. Só ela pode nos dar uma resposta conclusiva sobre o que devemos fazer e para que existimos.
Certa vez perguntou-se ao Senhor Jesus: “Que faremos para realizar as obras de Deus?” (Jo 6.28), ao que Ele respondeu: “A obra de Deus é esta: que creiais naquele que por ele foi enviado” (v.29).
A maior desgraça do ser humano é não crer em Jesus. Não há negligência maior! Em comparação, todas as outras experiências negativas são meros grãozinhos de areia. Quem está caído num buraco escuro estará disposto a fazer qualquer coisa para sair dele. Mesmo ao enfrentar males menores nos dispomos a enfrentar riscos maiores apenas para melhorar nossa reputação. Mas a solução do problema original de nossa vida é a fé em Jesus Cristo.
No dia de Pentecostes os judeus perceberam que não estavam realmente bem, apesar de seguirem todos os preceitos da lei. Devido à pregação cristocêntrica de Pedro aconteceu o seguinte: “Ouvindo eles estas coisas, compungiu-se-lhes o coração e perguntaram a Pedro e aos demais apóstolos: Que faremos, irmãos?” (At 2.37). A resposta de Pedro foi a única correta: “Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo” (v.38). O resultado não deixou de aparecer: “Então, os que lhe aceitaram a palavra foram batizados, havendo um acréscimo naquele dia de quase três mil pessoas” (v.41).
Saulo de Tarso era um homem que odiava Jesus e Sua Igreja de todo o seu coração. Transtornado pela ira, ele fazia de tudo para destruir a Igreja dos cristãos. Mas um dia o Senhor o encontrou. Vencido por esse acontecimento sobrenatural, Saulo fez a pergunta decisiva: “Senhor, que queres que faça?” (At 9.6, RC). O Senhor perdoou os pecados de Saulo e escolheu-o como apóstolo das nações. Além disso, ele recebeu um novo nome: Paulo.
O carcereiro de Filipos tinha a tarefa de vigiar dois prisioneiros com especial cuidado: o apóstolo Paulo e seu companheiro Silas. Esse guarda durão estava acostumado a muitas coisas. Ele cumpria sua tarefa seguindo regras rígidas, mas isso não lhe trazia satisfação. Ele teve tempo para observar Paulo e Silas. Assim, percebeu que eles não se queixavam da sua desgraça, mas começaram a cantar, sim, a louvar a Deus. De repente um terremoto abalou a prisão, de forma que as portas se abriram e as cadeias de todos os prisioneiros se romperam (At 16.26). O carcereiro acordou do seu sono, percebeu sua situação comprometedora e quis matar-se com sua espada (v.27). Talvez ele já estivesse questionando sua vida há muito tempo, sentindo-se frustrado por aquilo que havia dentro e em volta dele. Paulo percebeu isso e consolou-o. Depois disso o homem fez a pergunta decisiva: “Senhores, que devo fazer para que seja salvo?” (At 16.30). Paulo respondeu sem hesitar: “Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e tua casa” (v.31). A fé nessa mensagem revolucionou a vida do carcereiro – ele tornou-se um novo homem no mais verdadeiro sentido da palavra: “Naquela mesma hora da noite, cuidando deles, lavou-lhes os vergões dos açoites. A seguir, foi ele batizado, e todos os seus. Então, levando-os para a sua própria casa, lhes pôs a mesa; e, com todos os seus, manifestava grande alegria, por terem crido em Deus” (v. 33-34).
Vamos analisar com mais atenção as perguntas do filósofo Immanuel Kant, mencionadas no início:
O que posso saber? Você pode saber que Jesus é a esperança para a vida de todos. Para Ele não há casos perdidos. Você também pode saber que Ele tem poder para perdoar os pecados e dar não somente vida nova, mas vida eterna. Você pode saber que Jesus oferece um tipo de segurança que não acaba amanhã nem depois de amanhã. A vida espiritual do apóstolo Paulo começou com a pergunta: “Quem és tu, Senhor?... Senhor, que queres que faça?” (At 9.5-6). Pouco antes de sua morte, já idoso, ele pôde testemunhar: “...porque sei em quem tenho crido...” (2 Tm 1.12).
O que devo fazer? Os exemplos citados anteriormente mostram que é preciso decidir-se por Jesus, pois “a obra de Deus é esta: que creiais naquele que por ele foi enviado” (Jo 6.29). As pessoas que tinham escutado a pregação de Pedro no Pentecostes aceitaram a Palavra de Deus de boa vontade. O carcereiro de Filipos ficou feliz por ter se tornado crente junto com toda a sua casa – esse foi um ato de decisão consciente. Ele se colocou à disposição do Senhor.
O que você deve fazer? Aceite o convite de Deus feito por meio do Seu profeta: “Buscai-me e vivei” (Am 5.4).
O que posso esperar? Quem realmente procura Deus vai encontrá-lO, obterá perdão dos pecados e viverá! Tal pessoa pode ter a esperança de que o Senhor nunca mais a abandonará e a conduzirá até a eternidade. Em Jesus, os fardos são aliviados, a esperança nasce, orações são atendidas e as dificuldades existentes são transpostas. Não dependemos mais de nós mesmos: Jesus está conosco!
O que é o homem? Sem Jesus ele é uma vítima indefesa de Satanás e do pecado. Mas com e por meio de Jesus o homem ganha uma nova posição: ele se torna filho de Deus, co-herdeiro de Jesus e, assim, herdeiro do Pai celeste. Então vale o seguinte: “E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas” (2 Co 5.17). (Norbert Lieth - )
Extraído do Folheto O Que Devo Fazer?